O que significa self-love para as raparigas de cor

…e o que é que a The Body Shop está a fazer em relação a isso

Quando se trata da autoestima, a beleza é um assunto muito sério

O que a sociedade entende como “beleza” é uma ideia do que a sociedade valoriza.

Está implantado na mente das raparigas de cor, invadindo os seus recantos mais privados. Ao crescer, a escritora britânica-nigeriana Renni Eddo-Lodge escreveu:

“Até mesmo no meu quarto, não conseguia escapar a esta sensação de alteridade. Modelos de pele preta ou castanha apareciam nas revistas, mas eram sempre mostrados como exóticos e marcados como ‘outros’ (o tema de uma sessão fotográfica temática chamada ‘de África’). Ou abria saquetas de base oferecidas nas revistas para adolescentes, apenas para me sentir colocada à parte – eram muito claras, contrastando na minha pele como giz. Fora assumida uma universalidade e a minha pele não estava incluída.”

Na The Body Shop sabemos que, para evoluirmos como marca que empodera as raparigas de cor, temos de compreender o que significa sentir que somos verdadeiramente representados.

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Mapa

O primeiro passo desta jornada é conseguirmos compreender o problema. O The Body Shop Global Self-Love Index, um estudo pioneiro realizado junto de 22,000 pessoas de 21 países, mostrou-nos o quão urgente é a crise do self-love. O nosso estudo revelou que 1 em cada 2 pessoas sente mais insegurança em si do que amor-próprio. Destacou que 6 em cada 10 pessoas espalhadas pelo mundo gostariam de se respeitar mais, e que 4 em cada 10 disse que se sentia inútil de vez em quando. Estes sentimentos são particularmente intensos nas pessoas de cor.

Esta crise está a afetar raparigas jovens desproporcionalmente. Quase metade das mulheres da Geração Z enquadravam-se nos 25% mais baixos da pontuação de self-love, comparando com apenas um terço das Millennials ou mulheres da Geração X. Descobrimos que as mulheres de cor da Geração Z tinham as pontuações mais baixas de self-love comparadas com todos os outros grupos. As raparigas de cor precisam que se intervenha já.

PORTANTO, O QUE DEVEMOS FAZER?

Primeiro devemos organizar a nossa própria casa. Isso significa assegurar a diversidade no nosso recrutamento, desenvolver produtos que funcionam para todos os tipos e tons de pele. Significa empoderar todas as mulheres e raparigas de cor no nosso negócio para termos um input sobre como mudamos.

Depois precisamos de ouvir, aprender e fazer melhor. É por isso que no Dia Internacional da Rapariga, vamos dar palco a algumas das nossas colegas. Isto será o início de uma conversa contínua sobre o que a The Body Shop faz bem (e mal) no que toca à melhoria das vidas das mulheres e raparigas de cor.

O QUE É O SELF LOVE? DESCOBRE MAIS AQUI

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Sarah Adjepong-Duodu

Sarah Adjepong-Duodu

Global Training Manager da The Body Shop At Home™.

“Em miúda nunca vi exemplos de alguém que se parecesse comigo nos produtos de beleza e nas suas publicidades … Fizeram-me sentir como um alien, como se eu não existisse.”

Sarah tem colaborado com mulheres de cor na nossa marca para criar a nossa futura gama capilar para cabelo com textura.

“Desde que me lembro, nunca me reconheci no mundo à minha volta. Cresci no Canadá e sou biracial. A minha mãe é branca e o meu pai é ganense. Lutei por encontrar beleza em mim mesma, porque não encaixava na norma da sociedade. Em miúda nunca vi exemplos de alguém que se parecesse comigo nos produtos de beleza e nas suas publicidades. Com alguns produtos ficava do género: “Será que posso sequer usar isto?” As Barbies, as revistas e os produtos de beleza faziam-me sentir como se fosse um alien, como se eu não existisse.”

“O meu cabelo era muito diferente do das outras raparigas. Quando era pequena e dizia às minhas colegas brancas que estava a lavar o cabelo, elas diziam ‘Ok, vemo-nos numa hora’, e eu dizia ‘Nããão… Estou a lavar o meu cabelo – é algo que vai durar o dia todo.’ ”

“Sempre fui apaixonada pela inclusão e diversidade. Acredito que uma cultura inclusiva vai para além da simples representatividade, significa que uma marca investe tempo e dinheiro a educar as suas equipas e consumidores sobre as diferentes culturas. Por exemplo, quando a The Body Shop estava a desenvolver uma nova linha de cuidado capilar, tive que me envolver. A maioria do cuidado capilar centra-se no cabelo europeu. Eu não lavo o meu cabelo diariamente com champô, e se o fizesse, ele provavelmente cairia!”

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SARAH ADJEPONG-DUODU
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SARAH ADJEPONG-DUODU

Cuidado capilar não é champô, condicionador e tratamento para toda a gente."

Sarah Adjepong-Duodu

GLOBAL TRAINING MANAGER

“Tenho ajudado a desenvolver a nova linha de cuidado capilar para o cabelo com textura na The Body Shop e esta oportunidade, para falar sobre tantos rituais de cuidado capilar diferentes, tem sido fantástica. Cuidado capilar não é champô, condicionador e tratamento para toda a gente. A compreensão e respeito por essa parte da vida das pessoas que não vemos é onde quero chegar.”

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KHUZAIMAH MOHAMMED

Khuzaimah Mohammed

Sales Assistant na nossa loja de Bradford, Inglaterra

. Na The Body Shop, encorajamos o nosso staff a viver os seus valores ativistas. Ela acredita que pode ser uma embaixadora das raparigas de cor ao viver a sua própria cor.

“Sou paquistanesa e escolho usar o lenço na cabeça. E posso dizer-vos – há um tipo de olhar particular que se recebe se formos mulheres de cor com um lenço na cabeça. Apesar de seguir uma grande variedade de influencers muçulmanos no Instagram, o que é incrível de ver, acho que as pessoas devem viver pelo que dizem nas redes sociais porque não quero viver numa versão filtrada da realidade. Quando estou em público vejo sinais discretos de fobia islâmica em todo o lado. Reparo nisso quando pessoas de pele branca evitam aproximar-se de mim nas lojas. Deixa-me triste sentir-me alienada na minha própria cidade natal.”

“Acredito que a representatividade no mundo da beleza é muito importante. É perturbadora a quantidade de mulheres jovens paquistanesas que me pergunta se vendemos produtos branqueadores. Não quero que as pessoas sejam ‘corrigidas.’ Estou feliz por poder ser uma ativista discreta e orientar essas pessoas para produtos que as vão fazer sentir-se melhor consigo mesmas.”

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KHUZAIMAH MOHAMMED
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KHUZAIMAH MOHAMMED

É perturbadora a quantidade de mulheres jovens que me pergunta se vendemos produtos branqueadores. Não quero ‘corrigir’ ninguém.”

Khuzaimah Mohammed

SALES ASSISTANT

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Celine Phan

Celine Phan

Business Development Coordinator

“Tenho tido de adaptar constantemente o meu conceito de beleza.”

Celine Phan tem dado início a conversas sobre este tópico, nas nossas diversas redes. Ela sabe o quão importante é a diversidade do elenco quando sentimos que não nos enquadramos em lado nenhum.

“Sou uma vietnamita nascida em França. Cresci numa zona central de França onde há muito poucas pessoas asiáticas. Era vítima de bulling por parte das outras raparigas nas minhas costas e à minha frente chamavam-me ‘chink’ (um termo ofensivo utilizado para descrever pessoas com ascendência asiática). Tenho estado em conflito com a minha própria identidade toda a minha vida.”

“Tenho tido de adaptar constantemente o meu conceito de beleza. Não me enquadrava no conceito standard de beleza quando crescia em França, que era muito ocidental. Isso afetou a minha autoestima. Mas depois, quando ia ao Vietname, como era alta para eles, perguntavam-me sempre ‘Como és tão alta?’ As pessoas lá são brutalmente honestas e dizem-te abertamente o que precisas de mudar. Se tentasse bronzear-me no Vietname, as pessoas tentavam impedir-me, depois voltava para França com bronze e lá diziam-me que estava tão bonita. É confuso.”

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Celine Phan
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Celine Phan

Andava entre dois países com standards diferentes que eu não conseguia alcançar.”

Celine Phan

BUSINESS DEVELOPMENT COORDINATOR

“Andava entre dois países com standards diferentes que eu não conseguia alcançar. A beleza agora é menos importante para mim do que os meus valores. Levei muito tempo para conseguir encontrar o amor-próprio e aceitar finalmente quem sou. Ter viajado muito e conhecido pessoas diferentes, ajudou-me. Finalmente percebo os benefícios de ter um background multicultural.”

“O compromisso da The Body Shop para procurar diversificar o seu elenco é tão importante para passar a mensagem e sensação de pertença às raparigas jovens. Estou feliz pelo cuidado facial coreano ser tão popular no Ocidente, mas agora acredito que a indústria deve crescer para a comunidade asiática global. Quando o movimento #StopAsianHate começou, foi incrível fazer parte de uma empresa que apoiou os Norte Americanos Asiáticos ao doar $30,000 para os fundos de caridade que lutam pela sua justiça. Penso que a The Body Shop poderia ser ainda mais proactiva para com as pessoas asiáticas no mundo todo. Irá ajudar a próxima geração na sua luta pela autoaceitação.”

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MELANIE HIDALGO

Melanie Hidalgo

Human Resources Director, Norte America

Melanie Hidalgo está a usar a sua voz para ajudar a diversificar o processo de contratação e empoderar as mulheres de cor a manifestarem-se.

“Quando era uma rapariga jovem, acreditava que o meu lugar no mundo era submisso. A minha mãe sustentava-me sozinha e eu acreditava que era o papel da mulher fazer tudo por todos e não cuidar das suas próprias necessidades. Conforme fui crescendo, aprendi que fomentar a autoestima e as carreiras das mulheres era uma maneira de as ajudar a erguerem-se. Ajudei raparigas jovens de cor a encontrar os seus objetivos e o modo como podiam ligar o seu papel connosco ao seu sucesso futuro. Toda a gente merece seguir as suas paixões e viver uma vida cheia de propósito. Quero ouvir o que as motiva. Quero que toda e qualquer pessoa que trabalha em loja, vá para o trabalho acreditando que é incrível.”

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MELANIE HIDALGO
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MELANIE HIDALGO

Quando era uma rapariga jovem, acreditava que o meu lugar no mundo era submisso."

Melanie Hidalgo

HUMAN RESOURCES DIRECTOR

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SUGANI WIGNARAJAH

SUGANI WIGNARAJAH

Commercial Customer Manager

“Pensei, ‘Espera um minuto. Estou a comprar bases para esta empresa e ainda não há uma tom que eu possa usar.’”

Sugani é a co-presidente da rede de diversidade da SEEN (Solidarity and Engagement Ethnicity Network) que faz parte da nossa missão de fazer com que todas as mulheres e raparigas de cor na nossa empresa se sintam visíveis. Ela tem também ajudado a nossa marca a desenvolver a nova gama de tonalidades de maquilhagem para tons de pele diferentes.

“Enquanto adolescente houve períodos durante os quais duvidava da minha beleza. Costumava branquear a minha pele porque mesmo na minha comunidade Tâmiles, a pele branca era algo desejável. Felizmente, passar mais tempo com raparigas Tâmiles de pele escura intensa, ensinou-me o que é a verdadeira beleza.”

“Juntei-me a esta indústria nos meus vintes. De repente senti ‘Wow, sou a única pessoa de pele castanha neste andar.’ Vim parar a esta carreira por acidente mas é surpreendente quão poucas pessoas do meu contexto sabem sequer que existe.”

“Quando era uma adolescente, a minha mãe teve que levar-me a um hipermercado para comprar a minha primeira base porque eu não conseguia comprá-la nas lojas de rua. Recentemente estava sentada numa reunião e pensei ‘Espera um minuto, estou a comprar bases para esta empresa e ainda não há um tom que eu possa usar.’ e a minha equipa apoiou-me para que me fizesse ouvir. Desde então tenho feito parte de uma equipa que testa e desenvolve uma gama mais inclusiva. Brevemente haverão 40 tonalidades para diferentes tons de pele. É um passo na direção certa.”

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SUGANI WIGNARAJAH
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SUGANI WIGNARAJAH

O self-love começa a partir de dentro, mas sem um sistema de apoio é difícil ter voz.”

Sugani Wignarajah

COMMERCIAL CUSTOMER MANAGER

“Quando quis pronunciar-me, tive uma rede de colegas a apoiar-me. Não tenho receio de abordar questões como antirracismo. A minha jornada de self-love centra-se 100% nas pessoas que me rodeiam. O self-love começa a partir de dentro, mas sem um sistema de apoio é difícil ter voz. Espero que a rede SEEN da The Body Shop possa ser esse apoio para outras pessoas.”